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Olhemos para a senhora Kramer

Olá pessoas! Tudo bem com vocês!

Hoje quero falar novamente sobre um filme que eu já fiz um post há uns três anos atrás: Kramer X Kramer (1979). Quando eu escrevi sobre este filme, eu ainda não era mãe, nem grávida eu estava, na verdade, engravidaria pouco tempo depois e no ano seguinte nasceu minha Helena. Mas não quero falar sobre minha vida de mãe aqui e sim de como minha perspectiva em relação a este filme mudou, após ter tido filho e deixar de trabalhar fora, sito há quase dois anos.

Corri lá no post e fui ver se eu tinha escrito muita m*****. Para minha surpresa, até que eu me saí bem (seria o instinto materno já aflorando?) O fato é que já li algumas críticas sobre filme e até eu mesma tinha esta visão de enaltecer o Sr. Kramer e maldizer a insensível senhora Kramer por abandonar seu filho, seu marido, seu lar perfeito. Hoje porém, entendo perfeitamente esta mulher! Calma gente, eu não vou sair de casa, não vou abandonar minha filha e nem meu marido (embora muitas vezes dê vontade de jogar tudo por alto por alguns segundos!) Naquela época eu não entendia, hoje eu diria pra ela: Vem cá miga, me dá um abraço forte! Tamo junta!!!

Hoje consigo imaginar o tédio vivido por Joanna Kramer após 5 anos dedicados ao filho e aos trabalhos domésticos, tendo sua vida resumida a esperar o marido voltar do trabalho. Fico pensando quantas Jonnas existem neste mundo! Mulheres para quem o mercado de trabalho se fechou após serem mães. mulheres que tiveram que abdicar de suas carreiras pois as empresas não veem com bons olhos mulheres que tem filhos pequenos (mesmo as gerenciadas por outras mulheres, que por vezes se mostram tão ou mais insensíveis com outras mulheres). Muitas são demitidas após voltarem da licença maternidade ou são obrigadas a largarem o emprego pouco tempo depois, pressionadas por uma sociedade que quase 40 anos depois de Kramer X Kramer não entende que a mulher pode ser boa mãe e boa profissional e que cuidar de filho também é obrigação de homem! Mas é engraçado perceber que ainda hoje, achamos lindo o que Ted Kramer faz o colocando no posto de herói!! Mas espere aí: Não é exatamente isto que Joanna fez no últimos 5 anos? Cuidou do pequeno Billy? Mas porque ninguém enaltece isto? Porque ninguém vê isto? Porque ninguém aplaude? A resposta é ao mesmo tempo simples e complexa. Simples porque Joanna Kramer foi se tornando invisível após a maternidade e complexa porque a gente vai se acostumando com esta invisibilidade. É a pouco falada mas muito sentida solidão materna!  É sentir que a vida de todos voltou a normalidade, menos a sua! Na última entrevista de emprego que fiz, lembro que a primeira pergunta foi: Você pretende ter filhos? Tenho certeza de que nem meu marido e nenhum outro homem nunca fiz questionado a respeito disto. O motivo? As empresas acreditam que criar filho é tarefa exclusiva dá mulher e elas não querem uma funcionária de licença e muito menos faltando ao trabalho para cuidar da cria com febre ou saindo mais cedo para amamentarem. Queridas empresas eu só tenho algo a dizer: mulheres engravidam quer vocês queiram, quer não!!!

Assisti uma crítica deste filme no You Tube dias atrás e alguém disse que Joanna havia abandonado o filho, eu rebati dizendo que ela havia o deixado com o pai e isto não é abandonar.  Criticaram também  a atitude do tribunal ao devolver o filho para ela só pelo fato de ela ser mãe! Como assim ser mãe é qualquer coisa? É MUITA COISA gente!!!! E bota coisa nisto!!!

Ontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e eu fico me perguntando se temos tanto assim a comemorar. Kramer X Kramer continua sendo atual, mas eu convido você a assistir este filme sobre o olhar de Joanna!!! Tenho certeza de que ao final você nunca mais verá este filme da mesma forma.

 

Leia o que eu escrevi sobre o filme em 2014 ((Clique aqui)

 

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Kramer Vs. Kramer

 

Hoje tive a oportunidade de rever Kramer Vs. Kramer, filme ganhador do Oscar de 1980 protagonizado por Dustin Hoffman e Meryl Streep. Aliás, este drama familiar  tirou a estatueta do épico Apocalypse Now de Frans Ford Coppolla, o que muitos críticos consideram um injustiça,acusando o filme dirigido por Robert Benton de ser um dramalhão cheio de clichês.

Não quero entrar no mérito do Oscar e sim falar do filme começando pela Sra Kramer. Podemos ver uma Meryl Streep linda, jovem, muito antes de o Diabo Veste Prada no papel de uma mãe que um dia resolve sair de casa deixando o filho pequeno aos cuidados do marido, um insensível publicitário que só pensa em trabalho. O filme começa com ela se despedindo do filho que ainda está dormindo. Quando o Sr. Kramer chega, ela simplesmente fala que vai embora e não vai levar o filho.

Dustin Hoffman é um publicitário  Workaholic muito preocupado com suas campanhas e pouco preocupado com o filho e a esposa. Lembrei de outro publicitário insensível que teve sua vida radicalmente mudada em Doce Novembro. Vocês lembram?

A partir daí começam as partes mais previsíveis do filme mostrando a adaptação de um pai que nunca foi presente na vida do filho e agora deverá rever seus conceitos. Quem assistiu A Procura da Felicidade com Will Smith vai logo identificar muita semelhança entre os filmes. em uma das cenas de Kramer, o personagem de Dustin Hoffman faz de tudo para conseguir um emprego e não perder a guarda do filho, muito parecido com o drama enfrentado por Smith.Embora o pai de A Procura da Felicidade tenha muito mais intimidade com o filho e com os afazeres domésticos, podemos ver nestes dois filmes, pais surpreendidos com o abandono repentino da mulher.

O filme dá algumas pistas em relação do porquê a Sra Kramer resolveu sair de casa. Em uma carta endereçada ao filho, ela escreve: ” Fui embora porque preciso achar algo interessante para fazer na vida”. Aí você começa a se voltar contra a personagem de Meryl. Afinal, o que pode ser mais interessante do que cuidar de uma coisinha fofa como o filho Bill? E estamos falando do começo da década de 80, quando divórcios não eram tão comuns e muito menos guardas compartilhadas.

Na cena do tribunal, a Sra Kramer diz que foi mãe de Bill durante mais de cinco anos, enquanto o marido é pai a apenas 18 meses. Mas esta ausência já foi compensada no coração dos espectadores do filme que a esta altura já se emocionaram com Dustin Hoffman  todo atrapalhado cuidando do filho no início e agora um pai exemplar que colocar a carreira em segundo plano.

Uma das cenas mais legais ( e mais tocantes para mim) é a aquela em que o pequeno Bill faz pirraça para comer um sorvete antes do jantar. A primeira sensação é de querer colocar   pirralhinho que tenta desafiar o pai de castigo. O personagens chegam a dizer que se odeiam. Mas logo depois fiquei desarmada ao ouvir o garotinho chorar sentindo falta da mãe e claro quase rola uma lagriminha ao ver pai e filho se reconciliando e dizendo um sonoro: ” Eu te amo”!

Apesar do tribunal ser a favor da mãe, o público já fez sua escolha mesmo depois de ver o garotinho correndo feliz para os braços da mãe após meses de abandono.  E o roteiro de Kramer Vs. Kramer parece com a edição do BBB em dia de paredão, todo parcial.

No final do filme, a repetição da cena de Hoffman  preparando um café para o filho, só que desta vez, um café perfeito, digno de um pai cuidadoso.

Enfim, Kramer Vs. Kramer não chegou a me arrancar lágrimas, mas conseguiu tocar meu coração.

 

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Um Grande Garoto/ O Paizão

Imagina dois caras na casa dos trinta e poucos anos que não fazem muita coisa da vida além de correr atrás de belas mulheres? Junte a este cenário a chegada de uma criança que eles acreditam irás ajudá-los a conquistar mais garotas? Pronto, aí está o roteiro de dois filmes da nossa semana dedicada aos pais, ainda que com exemplos meio tortos: Um Grande Garoto (2002) e O Paizão (1999).

Em Um Grande Garoto, Hugh Grant faz mais uma vez um papel inspirado nele mesmo,aquele cara que o tempo passa e ele continua se achando um garotão. No filme ele é Will Freeman que resolve fingir que é pai de um menino de doze anos para frequentar um clube de mães solteiras e assim conhecer umas mamães bonitonas. O filho em questão é Marcus, um garoto de doze anos, nada popular, que sofre buylling na escola, tem uma mãe depressiva e potencialmente suicida e leva uma vida natureba sem nunca sequer ter comido um Big Mac. Este encontro improvável renderá muitas descobertas e claro acabará em uma linda amizade. Will e Marcus vão rever muitos de seus conceitos e aprender a não levar a vida assim a ferro e fogo, afinal, um pouco de responsabilidade e diversão não fazem mal a ninguém.

O Paizão– Aqui temos mais um ator que adorar interpretar seu alter ego nas telonas: Adan Sandler. O boa vida Sonny resolve resolve adotar um garotinho de cinco anos para impressionar a namorada e parecer assim mais responsável (oi?). Claro que no início, Sonny e o pequeno Julian se estranham, mas aos poucos vão se tornando pai e filho na mais perfeita sintonia no melhor estilo Kramer X Kramer.

Um Grande Garoto e O Paizão, dois filmes com argumentos um tanto quanto rasos mais que valem a pipoca e o refrigerante do domingo do dia dos pais.

 

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