Arquivo mensal: junho 2014

Um conselho para MC Guimê e Cia

 

Olá!

Folheando um jornal ontem, uma matéria me chama atenção:

“Moleque Tentação: MC Guimê sonhava com carrões enquanto trabalhava em uma quitanda. Hoje, além de automóveis, o dono do “País do Futebol”, hit não oficial da copa, ostenta uma amizade com Neymar, música na abertura da novela e cadeira vip  na SPFW ( São Paulo Fashion Week)”.

O MC Guimê em questão é um moleque franzino, feinho e cheio de tatuagens que aos 21 anos se gaba de suas conquistas profissionais e fica ostentando ouro por onde passa. Não estou aqui para criticar o menino ( embora já esteja criticando) e nem tão pouco para analisar seu estilo musical, vamos dizer assim. Gostaria de começar parabenizando o garoto, que aos 21 anos conquistou coisas que eu aos 32 provavelmente jamais conquistarei. Hoje o menino que segundo o jornal já trabalhou na quitanda posa para o fotógrafo J.R Duran, conhecido por fotografar celebridades e até já assistiu o SPFW da primeira fila, coisa de granfino. Guimê também é corajoso e fala sem pestanejar que fuma seu baseadinho sim, mas sem fazer apologia a nada.

A ascensão de Guilherme Aparecido Dantas ( nome verdadeiro de Guimê) foi tão meteórica quanto de outros “artistas” do estilo, entre eles a Anita, que virou funkeira chique que canta até com Roberto Carlos. Esses meninos e meninas do Funk passam de uma hora para outra de desconhecidos a fenômenos musicais nacionais e contam com a sorte de serem de uma geração que posta vídeos no You Tube para alavancar a carreira, muito diferente da galera das   antigas que rodava de rádio em rádio com fita K7 debaixo do braço.

MC Guimê já tem até música na novela  da Globo e contou com a ajuda do “amigo”,  Neymar igualmente jovem e rico para bombar sua música  País do Futebol. E é isto que faz a diferença! Apesar de querer gravar um CD, o que torna Guimê rico e conhecido é a internet e os shows, em que ele chega a faturar um milhão de reais.

De um lado, sinto uma profunda inveja, ou melhor recalque, destes novinhos que não fizeram faculdade ( diploma para quê?) e já possuem casa própria, carros na garagem e usam roupas caras. Poderia ficar aqui fazendo aquele discurso politicamente correto: Um absurdo uma pessoa que nem sequer tem um diploma ganhar tanto dinheiro enquanto eu que estudei a vida inteira estar desempregada! Eu que me formei em jornalismo e me preocupo tanto com o português não tenho carrões da moda, enquanto esse magrelinho que assassina o idioma nacional em suas letras tem uma Range Rover!

Confesso que a tentação é grande, mas não vou fazer isto, pelo contrário, vou dar um conselho ao Guimê e a tantos outros jovens ricos da ostentação. Conselho de alguém que pode ser chamada por eles de tia.

” Ganhem dinheiro meus queridos, mas muito! Façam shows, aproveitem! Circulem entre as patricinhas e mauricinhos,  que antes davam as costas para vocês! Assistam aos desfiles  moda badalados da primeira fila! Gastem muito, mas por favor, guardem algum dinheiro, nem que seja no porquinho. Minha maior experiência de vida pode afirmar sem medo de errar, que daqui a dez anos, quando vocês tiverem a minha idade, vocês voltarão a ser só mais um na multidão. O sucesso que vocês ostentam hoje é tão efêmero quanto a juventude de vocês. E isto não é praga, não é recalque, é conselho, um conselho que uma irmã mais velha daria a vocês”.

Para terminar, sugiro  que procurem no google pela história de um certo Rafael Ilha, hoje um quarentão que já esteve na alta, já circulou entre as celebridades, já ostentou e que anos depois, acabou , drogado, preso por roubar um R$1,00 e ganhando fama de doido por comer pilhas.

Queridos jovens celebridades do momento, eu não quero, não quero mesmo, de coração ver vocês daqui há alguns anos no programa da Sônia Abrão com a seguinte matéria:

” Funkeiro que já ostentou carros e luxo, hoje passa fome e pede ajuda aos fãs!”

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Publicidade para crianças: ter ou não ter?

Olá!

Hoje li na Folha de São Paulo dois artigos a respeito da regulamentação da publicidade dirigida a crianças. Um autor era a favor e o outro não. Um dos artigos dizia que a responsabilidade de controlar o consumo das crianças é dos pais e que as propagandas direcionadas a elas fazem parte do universo infantil citando o comercial de lápis de cor que segundo a autora imortalizou a música Aquarela, de Toquinho.

O outro artigo defende a punição para empresas que abusam do uso de publicidade , fazendo de tudo para convencer os pequenos de que seu produto é melhor apenas por estampar  o rosto de algum personagem.

Toda esta discussão me faz lembrar uma propaganda que causou muita polêmica nos anos 90. O produto era uma tesourinha do Mickey e no comercial, uma criança ficava dizendo: “Eu tenho, você não tem. Eu tenho, você não tem”, enquanto aproximava e afastava a tesoura da câmera.

Muitas mães e professoras reclamaram do comercial que segundo elas incitava a inveja e competição entre as crianças, já que as que possuíam o objeto ficavam rindo e provocando as outras que não possuíam.

Eu era criança na época e lembro bem desta propaganda e assim como tantas outras crianças não fiquei traumatizada nem pelo fato de não ter ganho e nem com o comercial, apesar de hoje considerá-lo de muito mal gosto.

Eu acredito que deve haver sim uma fiscalização por parte dos órgãos competentes para coibir excessos em relação a publicidade feita para as crianças. Porém entendo que cabe aos pais ceder ou não a pressão dos filhos para comprar aquele caderno bonitinho que custa o dobro do preço por ter a cara do Bem 10 ou outro personagem da moda. Porém acho demagogo dizer que a propaganda feita para crianças é inocente. Não é mesmo! Ainda não tenho filhos, mas já me imagino com os cabelos em pé diante de tantos produtos ofertados e da minha futura incapacidade de dizer não para pimpolhos com carinha de choro.

Publicidade para crianças precisa de equilíbrio assim como a maioria das coisas nesta vida!

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A culpa é das estrelas e dos clichês!

O filme do momento entre os adolescentes e também alguns mais crescidinhos é o A Culpa é das Estrelas que eu ainda não assisti e nem pretendo ( a não ser que passe na Sessão da Tarde  ). Não vou falar nem bem, nem mal do filme porque se não assisti, não posso julgar e talvez eu até queime minha língua por desprezá-lo. Vou falar apenas da temática: história de amor em que um dos pares encontra-se terrivelmente doente. No caso deste filme, os dois estão doentes, aumentando ainda mais a dramaticidade. O filme também inova no figurino ao acrescentar um respirador no rosto da menina.  A questão aqui é  que este tema já foi explorado a exaustão e com certeza é um dos mais clichês da história do cinema. Só citando quatro filmes parecidos: Tudo por amor, Inverno em Nova Iorque, Um amor para Recordar e Doce Novembro.

O  tema câncer na adolescência foi mostrado ( e muito bem) no filme Uma Prova de Amor em que uma menina tem leucemia e não quer mais fazer tratamentos para prolongar seu sofrimento, recusando inclusive a doação de rim de sua irmã mais nova que foi gerada para tentar salvar a vida dela. Aliás, vendo apenas o trailer de A Culpa é das Estrelas percebo que muita coisa foi copiada de Prova de Amor, inclusive a paixão entre os dois adolescentes doentes.

Tenho porém que   admitir que faz muito sucesso , fato comprovado pela bilheteria dos cinemas. os adolescentes amaram a história do casalzinho doente que se conhece na terapia de grupo e claro, acaba se apaixonando.

Talvez o fato de eu não ser mais adolescente contribua ( e muito) para minha falta de interesse na história. Mas eu também fico me perguntando porque temas tão recorrentes acabam fazendo tanto sucesso nas bilheterias e livrarias, já que o filme é uma adaptação de um livro. Na verdade é claro que o livro foi escrito para virar filme depois.

Assistindo ao trailer de A Culpa é das Estrelas uma frase da protagonista me chama atenção: ” Sou uma granada, posso explodir a qualquer momento e destruir tudo ao meu redor.”  Um dos apaixonados tentando afastar o outro da relação, já vi isto tantas vezes.

Será que eu estou ficando insensível com a maturidade?  Porque não me derreto mais com a frase: ”  Você  me deu uma eternidade dentro dos meus dias numerados” ( já vejo esta frase na linha do temo do Facebook ). E logo eu que assisti Tudo por Amor inúmeras vezes? Será que é insensibilidade ou   A Culpa é das Estrelas  é ruim mesmo?

Sei lá viu, mas eu acho que a adolescência é uma fase tão bacana, mesmo com os bullyngs da vida que eu acredito que temáticas mais amenas e sofridas cairiam melhor. Dá saudade dos filmes adolescentes dos anos 80 que mostravam meninos e meninas só pensando em curtir a vida e tudo terminando na noite do baile de formatura.

Termino este post com a frase do menino apaixonado: “A vida é boa Haze Grace”. Sim, a vida é boa, sobretudo para o estúdio Fox que arrecadará milhões de dólares as custas das lágrimas adolescentes.

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Hazel e seu respirador

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Frase de efeito direto para a Timeline do Facebook das meninas

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Casalzinho Apaixonado

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Que amor! Na saúde e na doença

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Nunca fui beijada, filme categoria fofo.

Em tempos em que os adolescentes ( e crianças!) começam a namorar cada dia mais cedo, parece meio fora de moda falar em primeiro beijo. Fiquem tranquilos que eu não vou falar de um passado remoto desta jornalista. Mas vou falar de um filme classificado por mim na categoria Fofo. 

Nunca fui Beijada já está ficando velhinho, foi feito em 1999 e conta a história de uma jornalista ( que coincidência!) interpretada por Drew Barrymore que terá que se disfarçar de adolescente ( fácil, devido a sua carinha de menina) e se passar por uma estudante da High School para fazer uma matéria.

O que parecia ser uma tarefa fácil acaba se tornando uma aula de como sobreviver no mundo cruel dos adolescentes que não pensam duas vezes antes de humilhar a pobre Josie Geller. O pior de tudo é que ela havia sido vítima desta maldade na época do colégio, inclusive no baile de formatura em que ficou na porta de casa vendo o garoto que a convidou passando de limousine com outra!

Em seu primeiro dia de aula, Josie já percebe que as coisas não serão nada fáceis para ela. Acreditando que está abafando, ela vai vestida com um conjunto de blusa e calça branco cheio de plumas ( acreditando que ainda está na década de oitenta) e claro, acaba virando motivo de chacota da escola inteira.

Mas nem tudo dá errado na vida de Josie, que acaba conhecendo durante sua empreitada escolar seu grande amor, um professor gatão que acaba lhe dando o primeiro beijo de verdade que ganhou na vida.

Valeu a pena! Se saiu bem Josie!

Ps: Que Dezessete outra Vez que nada! Se quer assistir a um filme em que um adulto volta a ser adolescente, assista este.

 

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Não me perguntem mais a mesma coisa por favor!

Olá pessoas!

 

Tudo bem com vocês?

Volto a este espaço depois de muito tempo longe…

Vamos lá… Vou deixar de falar um pouco de cinema para falar de vida pessoal ( quem sabe assim vende né?). Brincadeira mas com um fundo de verdade sempre.  E a esta altura do campeonato, já não me importo com a execração pública e se tiver que fazer média vai ser no Facebook e não aqui. Criei este espaço para falar a verdade.

Então, outro dia estava em uma festa de aniversário de criança ( será que quando tiver filhos vou gostar dessas festinhas? ) e após alguns brigadeiros e salgadinhos, alguém vem com as perguntas humilhantes e constrangedoras que eu já me acostumei a ouvir: ”  Você está parada agora né?” ( o parada nesta caso quer dizer a toa, sem emprego) . ” Em  que você formou mesmo?”. “Mais o mercado é difícil?” e ” Mas em que área que você pode trabalhar, agência de publicidade?”.

Eu detesto conversar com pessoas limitadas que nem sequer sabem o que um jornalista faz. E esta limitação não tem nada a ver com falta de estudo porque as pessoas que geralmente me fazem estas perguntas malditas são bem estudadas, e pensam que fazem parte da nata da sociedade. Definitivamente eu estou cansada de ter que responder esta merda. Eu queria poder mandar todo mundo que me faz essa pergunta para o inferno. E me recuso a tentar explicar a dramaticidade de ter nascido em um mundo careta onde tudo se resume a ter um bom emprego, ganhar um bom salário, comprar um apartamento e um carro popular. Me recuso a responder a uma sociedade em que o sonho da maioria das pessoas é passar em um concurso público na área administrativa e se sentir feliz porque tem um emprego estável e nunca será mandado embora. Esta sociedade está cada dia mais chata. Estou cansada de gente feliz no Facebook  postando a cada segundo o que está fazendo e tentando desesperadamente estampar e jogar na cara dos outros que são felizes e perfeitos! Eu sou muito abstrata para este mundo tão concreto e cansei de tentar explicar o tempo todo o que não tem explicação.

Quanto a minha resposta para a pessoa que me questionou na festa me limitei a dizer: ” O mercado é ruim e paga pouco”. Sem mais…

Você pode me perguntar porque eu não falei tudo o que sentia? Eu digo que é porque eu definitivamente sou melhor escrevendo do que falando.

E a noite terminou com uma carona e as pessoas discutindo sobre política, Copa do Mundo, protestos…  Aff

Eu claro, fiquei calada achando aquilo um porre. Afinal, qual a necessidade de me mostrar entendida com uma conversa tão chata e de assuntos que eu não manjo quase nada?

Prefiro mil vezes falar das celebridades. Aliás, o filho da Sandy nasceu… e nos últimos dias foi a coisa mais interessante que aconteceu…

E não tô nem aí para a política brasileira, eu quero ver a cara do filho da Sandy!!!!

Bem vindo Theo!

 

Ps: super indico um texto muito bacana que eu achei no blog Bibliotecária Escandalosa de autoria de Soraya Carvalho intitulado : Um jeito bacana de mudar o mundo… Cale a boca! Soraya   não é jornalista mas mandou bem.  Segue o link

http://bibliotecariaescandalosa.blogspot.com.br/2011/07/um-jeito-bacana-de-mudar-o-mundo-cala.html

Silêncio

 

 

 

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