AI- Inteligência Artificial

O amor pode ser comprado? Um filho pode ser substituído por um robô? As máquinas podem  um dia ter sentimentos tanto quanto os seres humanos? Seremos  substituídos por robôs? Estas são algumas questões que o filme AI- Inteligência Artificial me fazem pensar.

Um jovem casal tem sua vida  modificada bruscamente após o único filho se encontrar em estado vegetativo. Pensando em amenizar o sofrimento da esposa, o marido então compra um menino robô para “substituir” o filho doente. Tudo isto acontece em um futuro idealizado  por Stanley Kubrick e materializado por Steven Spilberg.

Em um primeiro momento a ideia de ter um filho robô não agrada em nada a Sr.  Swinton, que inclusive morre de medo do presente do marido se recusando ativá-lo. O robô em questão é Haley Joel Osment, que aos 13 anos ( embora parecesse muito menos) impressiona com sua atuação impecável. 

Mas Monica Swinton acaba seduzida pela ideia de voltar a ser mãe, de poder cuidar de uma criança ainda que seja um robô ou talvez até nem seja isso, talvez a motivação seja apenas curiosidade. Ela então faz aquilo que fez com seu filho biológico, dá a vida a David acionando seus comandos. 

A ideia de ter um filho perfeito é tão sedutora, uma criança sempre obediente, que não adoece, que não chora, que viverá eternamente que ela desenvolve um carinho maternal por David.

Tudo parece estar perfeito até o momento em que o filho verdadeiro volta. O garoto sai do estado vegetativo e retorna ao lar. Mesmo imperfeito, mesmo com as sequelas da doença, é este o filho que os  Swinton querem. 

E agora? O que fazer com David, o menino robô? Quem antes era um alívio ao sofrimento agora representa uma ameaça a Martin, filho do casal.

AI- Inteligência Artificial  é comovente. Como não se emocionar com a luta de David em ser aceito, em parecer normal tanto quanto seu “irmão” de carne e osso?

Em uma das cenas mais representativas do filme, a família  Swinton está jantando quando David tentando parecer humano e competindo pelo amor dos “pais” tenta comer comida de verdade e claro, não consegue. 

Ao ser abandonado na floresta, sozinho, com medo, David é o retrato de uma sociedade que descarta coisas,animais e pessoas ao julgar que elas não são mais necessárias. O final do filme ( que eu não vou contar em respeito a quem ainda não assistiu) é de chorar, de verdade…

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Sobre Uma Jornalista

Formada em Jornalismo pela PUC Minas em 2011.

Publicado em abril 10, 2014, em Uncategorized e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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