Thelma e Louise

A campanha ” Eu não Mereço ser Estuprada”  virou sucesso nas redes sociais com  a participação inclusive de famosas e semi celebridades brasileiras. Tudo começou com uma pesquisa que mostra que grande parte dos brasileiros acredita que vítimas de estupro são culpadas ao usarem roupas insinuantes.

Pegando a deixa deste assunto hoje o filme em questão é o clássico Thelma e Louise, dirigido por Ridley Scott  em 1991. O que desencadeia a história é justamente um estupro, ou melhor, a tentativa de um estupro. Thelma, interpretada por Gina Davis é uma pacata e submissa dona de casa, que cansada do marido chato resolve aceitar o convite da amiga garçonete Louise ( Susan Sarandon) para uma viagem de “férias”. O problema é que no meio do caminho, a inocente Thelma resolve flertar com um carinha em um bar, contrariando os avisos da amiga.

Após muita dança e algumas biritas, Thelma acaba passando mal e vai parar no estacionamento com o homem que tenta estuprá-la ( e olha que ela não estava de roupa curta).  Nesta momento chega a salvadora Louise que socorre a amiga e dá um tiro no cara após ele ser um tanto indelicado ao dizer a frase: ” Chupa meu…”  E Louise que até então era uma garçonete mal humorada faz a linha ” matei o cara e fui viajar com minha amiga.

A partir deste momento começa a aventura das duas amigas fugindo da polícia, assaltando lojas de conveniência, explodindo caminhões até o final trágico no Grand Canyon.

 

O filme é bom, tem cenas interessantes, muitas delas carregadas de humor, mas em muitos momentos ele fica cansativo e até mesmo apelativo. O que me chama atenção é a burrice de Thelma, que sempre acaba deixando a dupla de amigas em apuros e por outro lado, Louise é sempre tão compreensiva com ela  que chega a dar raiva. Em certos momentos, as amigas parecem profissionais, ao explodirem um caminhão e em outros totalmente amadoras, principalmente Thelma, que cai novamente na lábia de um conquistador barato ( Brad Pitty) que rouba todo o dinheiro das duas.

No geral, Thelma e Louise é bom, mas me atrevo a dizer que Ridley Scott deixou muitas falhas no roteiro, colocou cenas encheção de linguiça e isto faz com que este filme não esteja na lista dos meus preferidos, mas também não está na lista dos odiados. Fique tranquilo Ridley. E não posso deixar de fazer menção ao ” Selfie” feito pelas amigas em tempos em que o criador do Facebook ainda brincava de  carrinho.

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Sobre Uma Jornalista

Formada em Jornalismo pela PUC Minas em 2011.

Publicado em abril 7, 2014, em Uncategorized e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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