Arquivo mensal: março 2014

A mocinha da comédia romântica tem prazo de validade

 

Fazer papeis de mocinhas românticas e casamenteiras tem prazo de validade, ou seja, é para as novinhas. Porém algumas mulheres insistem em fazer este papel depois dos 25, 30,40 e poucos anos. O pior é que  em muitos casos a impressão que temos é a de que elas só sabem fazer o mesmo papel e com o passar dos anos começam a ficar meio ridículas.

Podemos citar as Jennifer’s: Lopez e Aniston, ambas ex rainhas da comédia romântica e que hoje pra lá de quarentonas ( Lopez está com 44 e Aniston com 45) já não cabem mais nos papeis que as consagraram. E não estou falando isto em razão da estética porque continuam lindas, a questão aqui é puramente uma inadequação ao tipo de personagem. Uma jovenzinha de dezoito, vinte anos chorando pelo príncipe encantado ainda vai, mas uma trintona, quarentona fazendo este papel parece muito estranho. É o caso de Meg Ryan que  procurava o seus aos 40 anos no filme Kate e Leopold em 2001. Isso não quer dizer que tem idade para encontrar o amor, mas na vida real é diferente dos filmes.

Não estou aqui dizendo que estas atrizes não possam fazer outros papeis mais profundos digamos assim, elas até fizeram e se saíram bem. Sandra Bullock por exemplo ganhou um Oscar,  por sua atuação em Um Sonho Possível. E olha que ela também já foi figurinha carimbada das comédias românticas água com açúcar. O problema é que muitas vezes estas atrizes param no tempo e depois não conseguem alçar vôos mais altos e são naturalmente substituídas por atrizes mais jovens com menos da metade da idade delas. E aí não resta outra coisa senão fazer o papel da mãe da mocinha e perceber que o tempo passou. Eh,  o cinema tem das suas crueldades…

Anúncios

Os Pseudo Cult’s. Existe gente mais chata no mundo?

tedio

Uma categoria de pessoas tem crescido assustadoramente no mundo: Os Pseudo Cult’s. Você já ouviu falar em Pseudo Celebridade? Pois então, é a mesma coisa, só que as pessoas em questão não são famosas, são pessoas comuns.

Antes de falar desta verdadeira praga que está se alastrando principalmente nas Redes Sociais, preciso definir ( a minha maneira) o quem a ser Cult. Para mim nada mais é do que algo de que as pessoas falam mal a vida toda e basta alguém respeitado falar que é bom para todo mundo mudar de ideia. Exemplo: um filme considerado uma porcaria quando anos lançado anos depois é elogiado por algum crítico de cinema badalado. Pronto, virou Cult.

Pseudo Cult são pessoas que aparentemente, repito, aparentemente tem um estilo alternativo, são diferentes, antenadas, cultas. Postam em seus perfis que gostam de teatro alternativo, música alternativa ( leia-se, música chata que ninguém conhece), filmes papo cabeça e outras coisas mais. Andam por aí com uma revista badaladinha, estilo Carta Capital, falam mal da revista Veja, dizem adorar ler quando na verdade todo mundo sabe que a leitura é um hábito que se constrói aos poucos e que nem sempre é prazeroso.  Eu mesma leio muiiiiiiiiito pouco, mas quando leio é porque estou a fim e não para fingir ser inteligente. Um dos cursos em que você mais acha essas pessoas é infelizmente o de Comunicação. Fui obrigada a conviver com este tipo de gente durante mais de quatro anos. Certa vez uma garota disse em sala de aula que não frequentava cinemas comerciais, só ia ao Humberto Mauro. Então tá né…

Outra forma de identificar um Pseudo Cult é através da roupa.  Usam camisas de bandas que nunca ouviram e de filmes que nunca assistiram. Geralmente querem mostrar que tem estilo, mas só conseguem ser ridículos com suas roupinhas alternativas de grife.

Faço uma crítica a este grupo, mas eu também já tentei ser falsa cult. Tentei assistir  filmes do tipo O Nascimento de uma Nação, O o encouraçado Potemkin. Prestei atenção por uns dois minutos e depois desistir. Até mesmo o aclamado Cidadão Kane eu ainda não consegui assistir todo, estou tentando…

E também não vou ao teatro, fui uma vez só e prefiro mil vezes cinema…

Definitivamente não quero ser uma falsa cult  porque dá muito trabalho manter uma imagem forçada… Prefiro ser o que sou…

 

 

Psicose

Psicose- Alfred Hitchcock

 

Uma das cenas mais famosas do mundo cinematográfico é a morte de Marion Crane, personagem de Janet Leigh no filme Psicose. Até mesmo quem nunca viu o filme consegue identificar a música da famosa cena das facadas no chuveiro. Até toque se celular a música se transformou e de muitas  pessoas que nunca ouviram falar de Alfred Hitchcock.

Em entrevista a Truffaut, o diretor fala desta cena em especial:

” A filmagem disto durou sete dias e houve setenta posições de câmera para quarenta e cinco segundos de filme. Para essa cena, me fabricaram um maravilhoso torso falso com sangue que devia jorrar sob a faca, mas não o utilizei. Preferi usar uma moça, uma modelo nua, que foi a dublê de Janet Leigh. De Janet só vemos as mãos, os ombros  e a cabeça. Todo o resto é com a modelo. Naturalmente a faca jamais encosta no corpo, tudo é feito na montagem. Nunca se vê uma parte tabu do corpo da mulher, pois filmamos certos planos em câmera lenta para evitar os seios na imagem. Os planos filmados em câmera lenta não foram acelerados depois, e sua inserção na montagem dá a impressão de velocidade normal (…) é  acena mais violenta do filme, e depois, a medida que o filme avança, há cada vez menos violência, pois basta a lembrança deste primeiro crime para tornar angustiantes os momentos de suspense que virão em seguida”.

Isto é Hitchcock…

Este slideshow necessita de JavaScript.

Mostra Ingmar Bergman- Instante e Eternidade

 

Uma excelente e gratuita opção cultural para quem está em BH. A Fundação Clóvis Salgado apresenta a mostra Ingmar Bergman- Instante e Eternidade que reúne a filmografia completa ( inclusive com algumas raridades) do diretor sueco. Os filmes serão exibidos no cine Humberto Mauro.

A exibição dos filmes terá início no dia 28 de março e vai até o dia 12 de maio, ao todo serão 78 filmes. Será exibida também uma peça inspirada em um dos filmes do diretor nos dias 22 e 23 de abril. A programação também conta com palestras e debates, além do curso O Cinema de Bergman nos dias 1° e 3 de maio.

Imperdível!

Outras informações: 3236-7400

Site: http://fcs.mg.gov.br/programacao/mostra-ingmar-bergman-instante-e-eternidade/

 

para-site12 BERGMAN_BANNER_PEQUENO_01_310x219

Karatê Kid- A hora da Verdade- 30 anos

 

Quem está balzaquiando este ano é Karatê Kid- A hora da Verdade que sopra trinta velinhas em junho. Com certeza se você é da geração oitenta já viu este filme inúmeras vezes na Sessão da Tarde e com certeza se era um garoto nesta época já imitou ou qui ser o Ralph Macchio.

E o que falar do eterno Senhor Miyagi ? Como esquecer daquele que inventou o golpe de karatê  da águia, o mais inusitado de todos ou ainda aquele que usava métodos nada tradicionais para treinar o Daniel San? Quem não se lembra da técnicas de esfregar  com uma esponja, lavar carros ou ainda pintar cercas? E tudo isto deu muito certo, já que o franzino Daniel Larusso tornou-se um grande campeão no esporte e principalmente na vida.

Karatê Kid foi sem dúvida um estrondoso sucesso e até virou Cult. O filme ganhou uma versão horrível com Jaden Smith em 2010. Só pelo fato de ser Justin Bieber quem canta a música tema vocês podem imaginar.

Bem vindo ao mundo dos balzaquianos Karaté Kid!

images download (1) download images (1) images (2) images (3) images (4)

Kramer Vs. Kramer

 

Hoje tive a oportunidade de rever Kramer Vs. Kramer, filme ganhador do Oscar de 1980 protagonizado por Dustin Hoffman e Meryl Streep. Aliás, este drama familiar  tirou a estatueta do épico Apocalypse Now de Frans Ford Coppolla, o que muitos críticos consideram um injustiça,acusando o filme dirigido por Robert Benton de ser um dramalhão cheio de clichês.

Não quero entrar no mérito do Oscar e sim falar do filme começando pela Sra Kramer. Podemos ver uma Meryl Streep linda, jovem, muito antes de o Diabo Veste Prada no papel de uma mãe que um dia resolve sair de casa deixando o filho pequeno aos cuidados do marido, um insensível publicitário que só pensa em trabalho. O filme começa com ela se despedindo do filho que ainda está dormindo. Quando o Sr. Kramer chega, ela simplesmente fala que vai embora e não vai levar o filho.

Dustin Hoffman é um publicitário  Workaholic muito preocupado com suas campanhas e pouco preocupado com o filho e a esposa. Lembrei de outro publicitário insensível que teve sua vida radicalmente mudada em Doce Novembro. Vocês lembram?

A partir daí começam as partes mais previsíveis do filme mostrando a adaptação de um pai que nunca foi presente na vida do filho e agora deverá rever seus conceitos. Quem assistiu A Procura da Felicidade com Will Smith vai logo identificar muita semelhança entre os filmes. em uma das cenas de Kramer, o personagem de Dustin Hoffman faz de tudo para conseguir um emprego e não perder a guarda do filho, muito parecido com o drama enfrentado por Smith.Embora o pai de A Procura da Felicidade tenha muito mais intimidade com o filho e com os afazeres domésticos, podemos ver nestes dois filmes, pais surpreendidos com o abandono repentino da mulher.

O filme dá algumas pistas em relação do porquê a Sra Kramer resolveu sair de casa. Em uma carta endereçada ao filho, ela escreve: ” Fui embora porque preciso achar algo interessante para fazer na vida”. Aí você começa a se voltar contra a personagem de Meryl. Afinal, o que pode ser mais interessante do que cuidar de uma coisinha fofa como o filho Bill? E estamos falando do começo da década de 80, quando divórcios não eram tão comuns e muito menos guardas compartilhadas.

Na cena do tribunal, a Sra Kramer diz que foi mãe de Bill durante mais de cinco anos, enquanto o marido é pai a apenas 18 meses. Mas esta ausência já foi compensada no coração dos espectadores do filme que a esta altura já se emocionaram com Dustin Hoffman  todo atrapalhado cuidando do filho no início e agora um pai exemplar que colocar a carreira em segundo plano.

Uma das cenas mais legais ( e mais tocantes para mim) é a aquela em que o pequeno Bill faz pirraça para comer um sorvete antes do jantar. A primeira sensação é de querer colocar   pirralhinho que tenta desafiar o pai de castigo. O personagens chegam a dizer que se odeiam. Mas logo depois fiquei desarmada ao ouvir o garotinho chorar sentindo falta da mãe e claro quase rola uma lagriminha ao ver pai e filho se reconciliando e dizendo um sonoro: ” Eu te amo”!

Apesar do tribunal ser a favor da mãe, o público já fez sua escolha mesmo depois de ver o garotinho correndo feliz para os braços da mãe após meses de abandono.  E o roteiro de Kramer Vs. Kramer parece com a edição do BBB em dia de paredão, todo parcial.

No final do filme, a repetição da cena de Hoffman  preparando um café para o filho, só que desta vez, um café perfeito, digno de um pai cuidadoso.

Enfim, Kramer Vs. Kramer não chegou a me arrancar lágrimas, mas conseguiu tocar meu coração.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Robim Williams: ele ainda vai se redimir

 

Pegando o gancho de ter sido reprisado pela milésima centésima vez o filme Uma Babá Quase Perfeita na Band, eu te convido a pensar um pouco a respeito da carreira do protagonista deste filme: Robin Williams. Ele é um ator que logo de cara quando quis abraçar esta carreira percebeu que tinha um problema, era muito feio! Sempre que olho para ele eu me lembro do Popeye , aliás ele fez o personagem na década de 80 e o filme foi um grande fracasso.  Já que nem os lindos olhos azuis compensavam, Robin resolveu apostar todas as fichas na comédia, fazendo rir com suas caras e bocas. Ele até tentou fazer alguns dramas, uns bem diabéticos como o choroso Pat Adams, ganhou até Oscar de ator coadjuvante em sua atuação no filme Good Will Hunting e fez filmes bacanas como Bom dia Vietnã, mas também deu tantas escorregadas na carreira por conta de roteiros ruins que hoje anda bem sumido do tapete vermelho do cinema.

Ao assistir novamente Uma Babá Quase Perfeita eu fiquei com a impressão de que  o filme hoje não me soa tão divertido quanto na minha adolescência, na verdade, hoje parece ridículo ver o ator se disfarçando de babá para ficar ao lado dos filhos. Algo porém havia me passado despercebido, em uma das cenas, o personagem faz uma referência ao filme Psicose quando está se vestindo de mulher, a verdade é que ele fica bem parecido com Norman Bates mesmo.

Desejo ao Robin sorte, afinal ele é um bom ator de filmes ruins. Até acredito que ele vá se redimir atuando em algum drama sério e até ganhar uma estatueta de melhor ator, assim como fez a cascateira Sandra Bullock  no péssimo Um Sonho Possível. Embora considere o Oscar dado a ex rainha da comédia romântica injusto, eu acredito que Hollywood quase sempre dá uma segunda chance para quem andava preso no limbo cinematográfico. Agora é torcer para que Robin Williams consiga.

 

images images (1)

Shirley Temple

Então pessoas, a Shirley Temple  nos deixou para sempre no início do mês de fevereiro  e eu não tive tempo para escrever mais sobre ela aqui. Não vou ficar  falando da carreira, dos filmes e nem nada disto, vou prestar minha singela homenagem postando um vídeo bem bonitinho dela ( que era a cara da Maísa do Carrossel) para vocês matarem a saudade.

 

Porque você fez jornalismo?

Porque você fez jornalismo?

Se todas as vezes que eu escutasse esta pergunta eu ganhasse R$ 1,00 eu não estaria rica, mas com certeza já teria uma graninha pelo menos para uma sessão de cinema. Hoje conversando com uma vizinha ( não sei como ela ficou sabendo que eu fiz jornalismo) ela me fez  esta intrigante pergunta e eu mais uma vez meio sem graça respondi que  não sabia. O pior é que a pergunta “Porque você fez Jornalismo” poderia ser traduzida como “Porque você não fez uma coisa que dá dinheiro ou emprego minha filha?”  Eu poderia ter respondido várias coisas, tipo, porque eu adoro escrever, porque eu amo cultura, porque eu adoro cinema, etc, etc, etc. Ou ainda porque gosto de viver a vida perigosamente procurando emprego  ou simplesmente ter respondido igual ao pessoal do comercial de cerveja : ” Porque simmmmmmmmmmmmmm” ! E emendado um vai cuidar da sua vida , velhota. E da-lhe ela me contando sua vida toda desde os primórdios ( será que ela pensou que eu ia fazer uma matéria sobre ela???). E ainda me deu um conselho: ” A gente tem que fazer aquilo que dá dinheiro e não aquilo que gosta minha filha”. ( ah, tá, então porque a senhora ainda não é rica????)

Ela deve ter feito esta pergunta porque sabe que eu AINDA não consegui sucesso na profissão. A partir de agora quando alguém me fizer esta pergunta novamente eu vou responder assim: ” Olha querida (o), não é a gente que escolhe o Jornalismo, é ele que escolhe a gente. ”

Bem, e depois de muito papo “inspirador” ela me diz que precisa ir tomar banho para ir para o emprego ( graças a Deus!). Com certeza deve ser um emprego bem chato, convencional e metódico, palavras que os jornalistas abominam e empregos dos quais eles fogem  e correm léguas.

Jornalismo é para os loucos, para os fortes, para os não convencionais! Jornalismo é para os que nunca perdem a esperança. E um dia, hei de chegar lá.

Fé na vida meu povo! download (4)

%d blogueiros gostam disto: