Arquivo mensal: abril 2013

Filme de amor. É clichê mas a gente adora!!!

O cinema produz filmes que são recheados de clichês românticos. Roteiros recorrentes, músicas chiclete que não saem da sua cabeça e rostinhos bonitos. São filmes que todo mundo tem um pouco de vergonha em admitir, mas já curtiu um amor em frente a TV. Então vamos a minha listinha básica. É só clicar nas imagens para ver meus comentários.

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Hoje é nosso dia jornalistas!

Sabe aquele refrão daquela música antiga: “Há pouco tempo atrás podíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?”. Antes de responder esta pergunta quero lembrar a todos que hoje é o dia do jornalista. Na verdade, nem eu estava lembrando, sabia que era em abril, mas a data certa eu havia esquecido. Foi só quando vi uma postagem no face que me atinei para o fato.

Infelizmente a maioria dos jornalistas, pelo menos os que eu conheço, que se formaram comigo não tem tanto assim para comemorar. Nem feriado nacional a gente tem e se tivesse, esse ano teria caído no domingo. Podiam decretar, já que nosso diploma não está valendo muita coisa mesmo que o dia 7 de abril será feriado nacional somente para os jornalistas. Pelo menos assim a gente teria alguma vantagem em relação aos outros profissionais. Falo desta forma pessimista porque conheço muita gente boa, que escreve bem, que tem talento e está  fora do mercado de trabalho ou  em áreas que nada tem a ver com sua formação. Gente que foi desanimando aos poucos, foi tendo sua coragem roubada.

A garota que fez o discurso da minha formatura cometeu duas gafes, a primeira em dizer previlégio. Os professores quase tiveram um ataque do coração. A segunda foi dizer que os jornalistas querem mudar o mundo. Acho que hoje o que nós queremos mesmo é um emprego que pague relativamente bem e que não encha muito o saco.

Mas mesmo assim, quero parabenizar a todos que ainda tem a coragem de escolher esta carreira para suas vidas. Sofremos sim, mas sem perder a língua afiada que nos foi dada por Deus.

E respondendo a pergunta da música, quem roubou nossa coragem foram as contas para pagar, a falta de oportunidades, os pseudo -jornalistas que invadem a televisão, as rádios, os jornais impressos… Será que um dia o sol vai voltar a brilhar para nós jornalistas?

 

Histórias Cruzadas e a PEC das empregadas

Após longos dias sem escrever, aqui estou de volta. Aproveitando essa história da PEC das domésticas  quero falar de um filme que eu assisti de novo ontem, Histórias Cruzadas.

Em tempos em que de forma justa aliás, os empregados domésticos vem ganhando cada dia mais direitos e eles estão certos, ver como as empregadas negras eram tratadas nos Estados Unidos durante o período de segregação racial no Mississipi causa estranheza. Uma empregada negra não podia por exemplo usar o mesmo banheiro de sua patroa. Se isto ocorresse ela sofria muitas sanções, podendo ser inclusive despedida e sem direito a nada. Quando a corajosa jornalista Skeeter resolve escrever um livro sobre a vida dessas mulheres as coisas começam a mudar e suas histórias aparecem. São histórias de mulheres que criam os filhos dos brancos para depois assistirem essas mesmas crianças lindas já crescidas maltratarem suas empregadas da mesma forma que suas mães.

O filme talvez seja um tanto maniqueísta, mostrando vilãs caricatas dignas de novelas mexicanas. Mas também consegue comover e fazer rir ao mesmo tempo. Sobretudo no momento em que Mimi, umas das empregadas mais atrevidas vinga-se de sua ex patroa nojentinha oferecendo-lhe uma torta. O problema é o recheio, bem parecido com a cara da patroa. Mimi recheia a torta com seu próprio cocô! Se a moda pega… Eca!

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Eu não quero te vender nada! Eu só quero ser jornalista!

Analisando as ofertas de emprego que ainda chegam pelo site da PUC eu fico pensando: Porque os empregadores acham que uma pessoa faz jornalismo para se tornar um vendedor? É impressionante a quantidade de ofertas de emprego relacionadas a vendas  para quem estuda ou é formado em comunicação. Muitas empresas tem a cara de pau de oferecer estágio em telemarketing!!!

Acredito que os recrutadores devem pensar que se uma pessoa fez jornalismo deve ter um alto poder de persuasão, que deve ser bom no uso das palavras e logo deve ser capaz de vender qualquer coisa.  Será que acham que a gente vai mentir, inventar uma história? Jornalista tem fama de mentiroso. Olha se isto for verdade, eu estou no ramo errado porque definitivamente não tenho talento para vendas!

O que eu quero mesmo é escrever, ser âncora de rádio, quem sabe até TV. Eu quero ser jornalista! Não quero vender nada! E não é demagogia, é a mais pura verdade!

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