O Sétimo Selo

Olá pessoas! Mais um dia de expectativa em relação ao toque do meu celular e uma oferta de emprego irrecusável. Mas enquanto isto não acontece eu vou vivendo e escrevendo aqui neste blog.

Ontem assisti  O Sétimo Selo ( 1957, Ingmar Bergman). Este é o tipo de filme que qualquer pessoa que queira ou pense ser entendida em cinema tem que assistir mesmo que não entenda nada, só para falar para os amigos sabe… rs

Enquanto acompanhava o filme, minha mãe passou na sala e falou: ” Quê isso! Que filme esquisito! Cada filme que sua irmã assiste Jonas”. E meu irmão com sua provecta ( li esta palavra há uns 15 anos e nunca mais esqueci,quer dizer velho e está aqui em tom irônico) idade de   16 anos também concordou com minha mãe claro.

E eu concordo com eles, O Sétimo Selo é esquisito mesmo e se você não ler ou ouvir uma explicação de quem entende de verdade de cinema depois vai ficar achando só isso do filme que se tornou um dos clássicos da sétima arte.

Antonius Block é um cavaleiro que volta das cruzadas medievais depois de 10 anos e tem um encontro com a morte. Não meus amigos, o cara não morre. Ele encontra com a morte em carne, osso e uma cara super pálida. E aí começa a trocar uma ideia com ela a fim de esclarecer suas dúvidas sobre a vida e principalmente sobre Deus. A interação entre eles é tanta que os dois até jogam uma partidinha de xadrez, aliás, esta é uma das cenas mais famosas do filme e também do cinema.

Pesquisando sobre o Sétimo Selo, li que Ingmar Bergman faz muitas analogias e metáforas sobre sua própria vida e que o filme gira em torno da opressão da religião. Aliás, o nome do filme vem de uma passagem bíblica do livro de Apocalipse, que é lida inclusive pela mulher de Block .  O diretor teve uma criação religiosa severa e ao que parece ficou meio traumatizado com isto. Em uma das cenas, uma comitiva de penitentes aparece  no meio da apresentação de artistas:

” Uma apresentação inocente é ofuscada é ofuscada pelo espetáculo grotesco, aprovado pela Igreja, de uma multidão de penitentes sendo chicoteados e torturados” ( 1001 filmes para ver antes de morrer, página 333).

Ainda segundo o livro, o cavaleiro Block representa um lado de Bergman, simples artista de circo, gentilmente repreendido por sua esposa prática ( ” Você e seus sonhos e visões “, diz ela na última fala do filme). ( 1001 filmes, página, 333).

O Sétimo Selo também me fez rir. Em uma das cenas, um amigo de Block conversa com o ferreiro abandonado pela esposa sobre as mulheres. Ele diz que não aguenta mais as reclamações da esposa pedindo para ele sempre falar que ama, para notar o novo corte de cabelo. Parece que as mulheres não mudaram muito desde as Cruzadas Medievais.

Na cena em que a morte serra uma árvore para matar um pobre artista de circo que fingiu estar morto para se livrar da ira do ferreiro traído eu não pude deixar de dizer: Que paia!. Me desculpem os entendidos, mas saiu sem querer.

Outro detalhe interessante é o o idioma do filme, sueco.  Suécia é o país de origem de Ingmar Bergman e o nome de uma das minhas tias. Coisas do meu avô que teve filho nascido  em época de Copa do Mundo. Ainda bem que meu pai não teve a mesma ideia, se não eu me chamaria Espanha!!!

Para quem é mais fãs das comédias e não tem paciência para assistir O Sétimo Selo, que tal dar uma olhadinha no filme Bill e Ted- dois loucos no tempo ( 1991) com Keanu Reeves no elenco? Toda e qualquer semelhança com o filme O Sétimo Selo não é mera coincidência.

Bjos!

 

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Sobre Uma Jornalista

Formada em Jornalismo pela PUC Minas em 2011.

Publicado em janeiro 23, 2013, em Uncategorized e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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