Arquivo mensal: janeiro 2013

Exibição do Documentário Roda

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Toda Forma de Amor. Somos todos iniciantes!

Boa tarde meus queridos amantes da sétima arte. Hoje faz  um clima ótimo aqui em BH. Uma chuvinha fina, ótima para assistir um filme. E foi isso que fiz assistindo Beginners ( Toda Forma de Amor),  que já apareceu aqui na lista dos melhores de 2012 na opinião do meu colega  Eron Rodrigues. A opinião do Eron é muito importante claro, mas devo admitir que o que me fez assistir o filme até o final foi a linda presença do Ewan McGregor. Como ele é lindo meu Deus! Espero que meu noivo não leia este post, mas se ler, não se preocupe que é pura tietagem adolescente muitos anos depois da adolescência.  E além disso, meu Edgar é muito mais lindo!

Beginners, que em inglês quer dizer iniciantes recebeu no Brasil a tradução de Toda Forma de Amor, que eu particularmente acho ruim e que comprova a meu ver a péssima fama das traduções de nomes de filmes para o português. Mas talvez toda forma de amor queira traduzir em palavras a variedade de situações amorosas vivenciadas no filme:  Ewan McGregor vive Oliver, um cara de 38 anos que  acaba de perder o pai para o câncer. Não haveria nada de tão diferente se não fosse o fato de o pai dele ser gay e ter assumido isto depois de anos de casamento com uma mulher, a mãe de Oliver, que aliás morreu há cinco anos e sempre soube que o marido era gay, mas assim como ela disse esperava poder curá-lo e transformá-lo em homem. Oliver tem sérios problemas em se comprometer com alguém, até que um dia conhece a linda e loira  Ana, vivida pela atriz  Mélanie Laurent, a Shosanna de Bastardos Inglórios. Oliver não quer repetir o casamento sem sal, por razões óbvias de seus pais. Nas lembranças de infância dele estão os vários beijinhos no rosto dados por seus pais durante toda vida. No elenco tem também um cachorrinho lindo chamado  Arthur e o namorado engraçado do pai de Oliver.

Talvez o nome Iniciantes seria mais apropriado ao mostrar que em matéria de amor e relacionamento, todos nós estamos sempre aprendendo alguma coisa e talvez fosse exatamente isto que o filme de  Mike Mills queria mostrar. E o faz até bem, mas se perde um pouco ao tentar ser mais papo cabeça e menos um filme de amor. Aí o filme se torna chato e cansativo. No geral, Beginners é o que é, um filme fofo! E nada mais que isso. Talvez sem a linda presença de Ewan McGregor eu não teria ficado até o fim. Mas aquela carinha de carrorrinho sem dono vale a pena, posso garantir!

 

O Sétimo Selo

Olá pessoas! Mais um dia de expectativa em relação ao toque do meu celular e uma oferta de emprego irrecusável. Mas enquanto isto não acontece eu vou vivendo e escrevendo aqui neste blog.

Ontem assisti  O Sétimo Selo ( 1957, Ingmar Bergman). Este é o tipo de filme que qualquer pessoa que queira ou pense ser entendida em cinema tem que assistir mesmo que não entenda nada, só para falar para os amigos sabe… rs

Enquanto acompanhava o filme, minha mãe passou na sala e falou: ” Quê isso! Que filme esquisito! Cada filme que sua irmã assiste Jonas”. E meu irmão com sua provecta ( li esta palavra há uns 15 anos e nunca mais esqueci,quer dizer velho e está aqui em tom irônico) idade de   16 anos também concordou com minha mãe claro.

E eu concordo com eles, O Sétimo Selo é esquisito mesmo e se você não ler ou ouvir uma explicação de quem entende de verdade de cinema depois vai ficar achando só isso do filme que se tornou um dos clássicos da sétima arte.

Antonius Block é um cavaleiro que volta das cruzadas medievais depois de 10 anos e tem um encontro com a morte. Não meus amigos, o cara não morre. Ele encontra com a morte em carne, osso e uma cara super pálida. E aí começa a trocar uma ideia com ela a fim de esclarecer suas dúvidas sobre a vida e principalmente sobre Deus. A interação entre eles é tanta que os dois até jogam uma partidinha de xadrez, aliás, esta é uma das cenas mais famosas do filme e também do cinema.

Pesquisando sobre o Sétimo Selo, li que Ingmar Bergman faz muitas analogias e metáforas sobre sua própria vida e que o filme gira em torno da opressão da religião. Aliás, o nome do filme vem de uma passagem bíblica do livro de Apocalipse, que é lida inclusive pela mulher de Block .  O diretor teve uma criação religiosa severa e ao que parece ficou meio traumatizado com isto. Em uma das cenas, uma comitiva de penitentes aparece  no meio da apresentação de artistas:

” Uma apresentação inocente é ofuscada é ofuscada pelo espetáculo grotesco, aprovado pela Igreja, de uma multidão de penitentes sendo chicoteados e torturados” ( 1001 filmes para ver antes de morrer, página 333).

Ainda segundo o livro, o cavaleiro Block representa um lado de Bergman, simples artista de circo, gentilmente repreendido por sua esposa prática ( ” Você e seus sonhos e visões “, diz ela na última fala do filme). ( 1001 filmes, página, 333).

O Sétimo Selo também me fez rir. Em uma das cenas, um amigo de Block conversa com o ferreiro abandonado pela esposa sobre as mulheres. Ele diz que não aguenta mais as reclamações da esposa pedindo para ele sempre falar que ama, para notar o novo corte de cabelo. Parece que as mulheres não mudaram muito desde as Cruzadas Medievais.

Na cena em que a morte serra uma árvore para matar um pobre artista de circo que fingiu estar morto para se livrar da ira do ferreiro traído eu não pude deixar de dizer: Que paia!. Me desculpem os entendidos, mas saiu sem querer.

Outro detalhe interessante é o o idioma do filme, sueco.  Suécia é o país de origem de Ingmar Bergman e o nome de uma das minhas tias. Coisas do meu avô que teve filho nascido  em época de Copa do Mundo. Ainda bem que meu pai não teve a mesma ideia, se não eu me chamaria Espanha!!!

Para quem é mais fãs das comédias e não tem paciência para assistir O Sétimo Selo, que tal dar uma olhadinha no filme Bill e Ted- dois loucos no tempo ( 1991) com Keanu Reeves no elenco? Toda e qualquer semelhança com o filme O Sétimo Selo não é mera coincidência.

Bjos!

 

Vivendo no Limite.

Nunca enviei tantos currículos em minha vida. O pânico de não conseguir um novo emprego e ter que voltar para o meu atual, faz com que eu me desespere as vezes. Mas ainda tenho alguns dias de férias e a esperança nunca morre. Mas admito que estou vivendo no limite  entre a confiança e o desespero.

E vivendo no limite é um filme que eu assisti ontem. Engraçado que várias vezes eu pensei em desligar a TV e ir estudar para um concurso que eu pretendo fazer, mas fui me envolvendo com a história e acabei deixando a apostila de lado e vendo o filme até o final para  ver no que ia dar.

Milla Jovovich faz o papel de Olivia, uma mãe nada convencional e trapaceira, que envolve seu filho Bobby  ( Spencer List) em suas falcatruas. Até que um dia o garoto é atropelado por Kent, um cara rico, interpretado por Bill Pullman. O que seria ruim, acaba se transformando na grande sorte do menino. Pouco tempo depois Olivia é presa.  Para não deixar o filho em um orfanato, aceita  a oferta de Kent e sua esposa para cuidar do garoto enquanto ela tenta organizar sua vida.

O que me prendeu a este filme foi exatamente ver se Olivia conseguiria vencer as dificuldades  e assim recuperar a guarda do filho. Este final feliz seria um alento de esperança para meus dias preocupados enquanto meu celular não toca e do outro lado está minha grande oferta de emprego. Mas isto não acontece no filme. Olivia prefere deixar o filho com o casal, que neste momento já o colocou no lugar do filho morto em circunstancias não reveladas ao expectador. Ela entende que o menino ficaria mais feliz assim. Fica a dúvida se Olivia realmente mudará, se voltará para buscar o filho ou se continuará com sua vida de golpista. Eu nunca saberei.

Enquanto isto, sigo minha procura. Sei que um dia vou conseguir e claro, vocês serão os primeiros a saber. Torçam por mim.

Vivendo no Limite

 

A Malvada. Desconfie dos bons!

Pessoas muito boazinhas não valem nada. Desconfie dos muito bons. É mais ou menos assim que você vai pensar depois de assistir ao filme A Malvada, vencedor do Oscar de 1950.   Eve Harrington,  jovem amável e sofrida que vai ao teatro todos os dias para ver a mesma peça e assim poder ficar mais perto de sua grande diva, Margo Channing, uma famosa atriz da Broadway, que começa a sentir os efeitos da idade. Para uma atriz, chegar aos 40 anos pode significar o começo do fim de uma carreira.

Eve não é o que parece, uma menina sofrida, com uma historia triste que chama a atenção da esperta camareira de Margo. Ao ouvir a história triste que Eve, ela diz em tom de ironia: ” Que história! Só faltam os cães de caça mordendo-a no traseiro”.  Esta camareira devia ter sido melhor aproveitada na história, já que foi a primeira a perceber que a jovem boazinha na verdade não era assim um docinho de coco. Aliás, o título em inglês All About Eve ( tudo sobre Eve) nos dá uma dica sobre o que sabemos sobre a garota: somente o que ela diz, o que ela quer contar.

Eve Harrington ( Anne Baxter)  se infiltra na casa e na vida de Margo Channing ( Bette Davis) para conseguir o que almeja, ser tão ou mais famosa que ela. Durante uma festa organizada pela pupila, Margo diz a frase que sintetiza sua crescente desconfiança de que na verdade, está criando uma cobra em casa.” Apertem os cintos, vai ser uma noite turbulenta”.

Eve consegue o que quer com a ajuda de um jornalista de caráter duvidoso. Torna-se famosa, recebe um importante prêmio e vai para Hollywood. Aliás, na entrega do prêmio consegue ser fria e sínica o bastante para agradecer a todos que ” a ajudaram” em sua caminhada. Mas no final, prova de seu próprio veneno.Eve  também tem uma admiradora, tão devotada e dedicada quanto ela parecia ser. Phoebe, pelo menos é assim que ela própria quer ser chamada, segura o prêmio conquistado por  Eve e ” pega emprestada” sua linda capa branca, lembrando a cena no começo do filme em que a malvada é surpreendida por Margot  Channing com seu figurino nas mãos fingindo ser  aplaudida.

Será que Phoebe fará a mesma coisa com Eve Harrington? Provavelmente sim, mas não saberemos ao certo porque o filme termina aí. Mas digo a vocês mais uma vez meus queridos: Desconfiem dos bons, sempre!

PS: Marillyn Monroe faz uma participação neste filme no papel de uma atriz iniciante e meio burra. Ela aparece na festa de aniversário do noivo de Margot.  O filme A Malvada claro está entre os 1001 Filmes para ver Antes de Morrer.

” A Malvada é um dos filmes mais perspicazes e sombrios já feitos sobre o show business” ( página 252).

 

 

Django Livre. Do sempre ótimo Tarantino!

Ontem fui ao cinema na companhia do meu Edgar. Fomos assistir Django Livre.  A fila para assistir a comédia nacional De Pernas Pro Ar 2 estava quilométrica, bem maior do que a fila para ver Django. Não entendo alguém preferir assistir uma comédia nacional em vez de um filme do Tarantino. Mas tudo bem, gosto é gosto.   Mas vamos ao que interessa. O que eu achei do filme? Ótimo! Como tudo que o Tarantino faz.  Roteiro, atores, músicas, tudo!

Django ( Jamie Fox) , um escravo negro acaba se tornando caçador de recompensas, ou seja, o cara ganha dinheiro matando pessoas, influenciado pelo Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Mas o que ele quer mesmo é libertar sua amada  Broomhilde (Kerry Washington) das mãos de um inescrupuloso senhor de escravos  interpretado por Leonardo diCaprio.

O filme  em muitas coisas me lembra  seu antecessor, Bastardos Inglórios: Django e Dr. Schultz livram a humanidade da escória, assim como os mercenários liderados por Brad Pitt. Além disso, os dois precisam entrar no terreno do inimigo exatamente da mesma forma que Tarantino fez no filme anterior. Outra coisa que me fez lembrar Bastardos foi a cena em que Django arma uma emboscada dentro da ” Casa Grande” para seus inimigos. Bem parecida com a ideia  do cinema explodindo em Bastardos Inglórios.

Outro ponto de destaque é a trilha sonora, muito empolgante. Existe uma teoria que diz que quando você assiste um filme, em determinados momentos pensa que é verdade, que aquilo está acontecendo mesmo, acho que o nome é ” sonhar acordado”. Pois é, com uma trilha sonora tal marcante, fiquei várias vezes sonhando acordada no cinema.

“Na trilha de Django Livre há músicas emblemáticas de faroestes italianos, americanos, além de algumas ousadias como James Brown, 2Pac, John Legend e até mesmo o rapper Rick Ross. Nada, no entanto, que descaracterize o gênero. Tudo aplicado ao filme com muita propriedade por Tarantino” ( http://www.cineclick.com.br).

Tarantino também dá uma de Hithchock fazendo uma participação especial no filme.  Achei muito legal!

Destaque também para as atuações, claro. Leonardo DiCaprio que dá conta do recado interpretando um vilão. Samuel L. Jackson maravilhoso no papel do abusado e ao mesmo tempo servil escravo de  DiCaprio. Jamie Fox convence no papel de Django e claro, Christoph Waltz rouba a cena mais uma vez. Difícil mesmo é acreditar que ele não é o vilão, depois de sua interpretação inesquecível em Bastardos Inglórios.

Django livre é isso, uma mistura de drama, ação, comédia, tudo misturado do jeito que Tarantino faz tão bem.  Aliás, não poderia deixar de falar da cena hilária em que o diretor zoa com a klux ku klan. Impagável!

Não vou cair na tentação de contar ofilme todo e o final. Sendo assim, eu volto daqui a um tempo com um novo post.

E quem não viu Django Livre ainda, vai correndo! Vale muito a pena!

 

 

Diploma de Jornalista: Um bem necessário!

 

Fui buscar meu diploma quase um ano depois de formada. E infelizmente até aqui não precisei dele. Mas isso não o torna menos importante e nem menos especial para mim. Pelo contrário, ele é fruto de mais de 4 anos de muita luta, dedicação e lágrimas também. Me perdoem pelo sentimentalismo, mas é a mais pura verdade. E todas as vezes que me perguntarem se jornalista precisa de diploma para exercer a profissão, eu não pensarei duas vezes em responder em alto e bom som: SIM!!!!!!!!!!!

Não consigo entender como uma pessoa que passou no mínimo 4 anos em uma faculdade pense o contrário. É inaceitável a ideia de que para exercer a profissão de jornalista não precisamos de diploma. Afinal, médicos, engenheiros, professores, bailarinas, todos precisam de diploma. Porque com jornalistas seria diferente?

Acredito que a não valorização do diploma de jornalista parte da falsa afirmativa de que qualquer um pode escrever um texto e publicá-lo onde quiser. Escrever de fato qualquer um que conheça o alfabeto pode, mas escrever bem, com coesão, não é para todos não. É um dom que é aperfeiçoado na faculdade, depois de muito treino e muita prática. Mas infelizmente no Brasil, quem escreve bem não é tão valorizado como quem resolve uma fórmula matemática por exemplo. Na escola, é considerado crânio quem tira 10 em física, mas quem faz uma redação perfeita é um aluno comum. Os professores em geral não valorizam os bons escritores. E isso se mantém mais tarde. Basta observar o salário e as ofertas de emprego de um engenheiro recém formado e de um jornalista na mesma situação.

Muitas empresas de comunicação também não ajudam a valorizar o profissional da área de comunicação que estudou anos para exercer a profissão. Atualmente é muito comum modelos bonitas, ex jogadores de futebol e outros atletas substituírem jornalistas profissionais no comando de programas de televisão. Recentemente a Rede Globo contratou o ex jogador de vôlei Tande para apresentar o Esporte Espetacular. O cara não é formado em jornalismo e apareceu cuspindo um chiclete em uma transmissão ao vivo.

Não tenho nada contra ex atletas ou modelos bonitonas apresentarem programas esportivos, telejornais ou atuarem como repórteres. Mas se querem fazê-lo, que paguem o preço.Que se assentem nos bancos de uma faculdade por no mínimo 4 anos, que façam estágios, que conquistem seu diploma .  Do contrário, deixem o lugar para quem é de direito: nós, os jornalistas profissionais!

 

 

 

A democratização do ensino superior e seus poréns

Hoje começaram as inscrições para o Programa Universidade para Todos (PROUNI) do Governo Federal.  Milhões de pessoas em todo o Brasil largaram o Facebook por uns instantes e foram fazer a inscrição. Cada dia fica mais concorrido e mais difícil tentar uma vaga. Sem a nota mínima o candidato não consegue nem acessar a página de serviços.

Fui beneficiada pelo PROUNI no ano de 2007, consegui uma bolsa de 100% para cursar Comunicação Integrada na PUC. Foi uma grande vitória, já que havia terminado o ensino médio há mais de cinco anos e não fiz cursinho. Mas consegui vencer milhares de candidatos que acabavam de sair da escola , ou seja, muito mais fresquinhos do que eu.

Não vou falar mal do PROUNI, seria ingratidão e hipocrisia, já que sem ele, dificilmente eu ia conseguir fazer uma faculdade. Os meus poréns ficam por conta do que vem depois dele, ou seja, depois de o candidato conseguir a bolsa, aí é que começam as reais dificuldades.

Sei de pessoas, inclusive eu, que deixaram de ir as aulas porque estavam sem grana para a passagem de ônibus, que aqui em BH é um verdadeiro assalto. É mais do que urgente o passe livre para estudantes  universitários bolsitas. Não concordo com passe livre para estudantes do ensino médio, já que em geral, as escolas ficam perto de casa. Mas os universitários carentes sim, precisam dessa ajuda.

Concordo também com a ajuda de custo para que os bolsistas possam se manter na faculdade, fazer estágios e estudar com mais tranquilidade, sem ter que arrancar os cabelos pensando na falta de grana.

Quem assim como eu já teve que escolher entre comprar um pastel e pagar a passagem de volta pra casa sabe o que estou falando. A democratização do ensino superior no Brasil vai muito além de oferecer bolsas de estudo. Mas deve ser um trabalho contínuo que acompanha o aluno até ele se formar, dando todo suporte necessário.

Porque o governo não investe mais em educação? Porque não  incentivar mais as pessoas a estudarem e se prepararem para o mercado de trabalho? Assim não alimentaria a miséria através de programas paternalistas como o Bolsa Família.  Porque não valoriza mais os professores? Porque, porque e porque?

Perguntas sem respostas até o momento. Mas válidas para refletir.

Faça sua inscrição no PROUNI : (http://siteprouni.mec.gov.br)

Período: 17/01/2013 a 21/01/2013.

Boa sorte!

capelo

 

 

A história do Edu e tantos outros que desistiram pelo caminho

Hoje trago a vocês a história de um estudante de jornalismo chamado Eduardo. Conheci o Edu quando fazia estágio na Rádio UFMG em 2011. Casado, pai de família e apaixonado pelo jornalismo, ele trabalhava de garçom de madrugada, fazia faculdade de manhã ( bolsista do Prouni) e estágio na rádio a tarde. Admirava a capacidade dele de mesmo diante de tanta dificuldade dar força para todo mundo que reclamava da vida. Durante a nossa permanência ali ele perdeu  o emprego, mas com a ajuda do coordenador da rádio conseguiu outro e parecia que ia longe na profissão. Deixei a rádio pouco tempo depois, já que não era remunerada e precisava de dinheiro para continuar estudando. Uma pena, gostava muito do estágio. O Edu continuou lá  e eu pensei: ” esse cara vai longe”.

Meses depois indo para faculdade, encontro com o Edu na estação do metrô. Naquele dia estava mal e precisava de palavras de incentivo para continuar lutando e ele parecia ser a pessoa certa, sempre animado, sempre pra cima. Ledo engano. Edu me contou que desistira do jornalismo! Fiquei sem chão. Como assim? Ele me contou que após várias tentativas de continuar na área, acabou sucumbindo a falta de oportunidades e largou a faculdade, não trancou, simplesmente parou de ir.  Amava a profissão, mas precisava colocar comida em casa. E com a ajuda de amigos, ia montar uma loja de biscoitos na estação. Fiquei sem palavras por um minuto. Mas depois não consegui encorajar o Edu, pelo contrário, chorei minhas pitangas também. Me despedi dele e desejei boa sorte em seu novo empreendimento.

Nunca mais vi o Edu e não sei se ele voltou para a faculdade ou se desistiu de vez.  O que me deixa triste é perceber que existem muitos outros ” Edus ” no mundo. Pessoas que um dia sonharam em ser jornalistas, mas acabaram desistindo devido as muitas dificuldades. Não quero desencorajar ninguém, pelo contrário, quero compartilhar aquilo que não falei com o Edu na ocasião:

Se você tem um sonho, não desista! Lute por ele! Pode parecer conversa fiada, mas todas as pessoas que lutaram muito por uma causa, conseguiram. Demora, mas a vitória sempre vem! Não basta só querer, a gente tem que agir. Ficar chorando e se lamentando não adianta nada!

E vamos em frente que o tempo não para!

Lute!

 

Pentelhar é a solução! Então vamos pentelhar jornalistas!

Esta semana estava assistindo O Pestinha, aquele filme que conta a história de um garoto terrível que é adotado e devolvido várias vezes devido ao seu comportamento nada tranquilo. O garoto é um verdadeiro pentelho, vive atazanando a vida de todo mundo, mas na verdade, tudo que ele quer é atenção, um lar e não ser mais rejeitado por ninguém. E é isto que ele consegue no final do filme, encontrar quem goste dele exatamente do jeito que  é.

Estou falando deste filme porque me sinto assim em relação a minha vida profissional. Estou esperando alguém que  finalmente reconheça meu valor e me dê uma oportunidade. Enviei um e-mail para o jornalista Marcelo Novais, do jornal Hoje em Dia falando do texto que eu escrevi aqui sobre a matéria da ” Gina Indelicada”. Ele me respondeu dizendo que entende a dificuldade de jornalistas encontrarem emprego atualmente, mas que não é para eu desistir, que é para eu ” pentelhar” os editores de jornais. Foi assim que ele fez, é assim que vários outros jornalistas conseguem seu tão sonhado lugar ao sol.  Questionei também o editor do mesmo jornal se existe o famoso QI ( quem indica) para se conseguir um emprego na área  e ele me disse que não, que pelo menos na empresa em que ele atua, o que vale mesmo  é o talento.

Espero sinceramente que isto seja verdade, pois sei de vários amigos meus, ex colegas de faculdade que estão desempregados ou fora da área e são muito bons jornalistas. E por outro lado, pessoas que eram muito fraquinhas em sala  e conseguiram emprego ainda na faculdade.

Enquanto eu não consigo o que quero, vou pentelhar, pentelhar. Até que um dia, finalmente eu possa contar a vocês que a estratégia deu certo. E a todos que estão na luta, minhas saudações. Não desistam jornalistas. A força está com vocês!

pestinha

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