Arquivo mensal: julho 2011

O Diário de Bridget Jones e as minhas infelicidades diárias

O Diário de Bridget Jones ( Bridget Jones’s Diary, EUA, 2001) está no topo dos meus filmes preferidos. Não por ser um grande clássico do cinema, com interpretações memoráveis que ganhariam um Oscar. Não é nada disso. Gosto do filme porque muitas vezes identifico atitudes minhas e de qualquer outra mulher na pessoa da grande heroína Bridget. Reneé Zelweger (Renée Kathleen Zellweger (Katy, 25 de abril de 1969) interpreta uma mulher de 30 e poucos anos que quer simplesmente ser feliz no amor, ter sucesso profissional e ainda estar jovem, magra e bonita. Só isso minha gente. Vale a pena assistir e dar boas risadas com as trapalhadas da pseudo jornalista gordinha e atrapalhada. E para não perder a tradição, a continuação do filme ( Bridget Jones- No limite da Razão) não é tão bom quanto o primeiro. E tem também o livro, que eu já li,claro.
Essa semana eu escrevi pouco aqui. Uma sinusite maléfica tomou conta do meu nariz e da minha cabeça! Dores, dores, dores. A semana também promete! Não quero nem pensar! Será mesmo Agosto, o mês do desgosto?

Anúncios

Alguém muito especial. É Cult!

Alguém muito especial (Some Kind of Wonderful, EUA, 1987) é um daqueles filmes típicos da sessão da tarde na minha adolescência. Considerando que eu estou na casa dos trinta anos, conclui-se que ele não é muito novinho. A história é bem batida: um carinha se apaixona pela garota mais popular da escola. Enquanto isso, sua melhor amiga cai de amores por ele. No elenco, as atrizes Mary Stuart Masterson (Nova Iorque, 28 de Junho de 1966, que ficou famosa pelo filme O Céu se Enganou, lançado em 1989 e Lea Thompson (Rochester, 31 de maio de 1961) que fez a mãe do personagem de Michael J. Fox (nascido Michael Andrew Fox, Edmonton, 9 de junho de 1961) no filme De Volta para o Futuro. Outro dia em minhas andanças pelo Telecine Cult me deparei com este filme. Engraçado como duas décadas transformaram um filme adolescente sem maiores pretensões em Cult, ou seja, mesmo velho, continua com seus muitos fãs. Não sei se a definição de Cult é essa, mas de qualquer forma, se aplica muito bem.

Meu estado hoje: melhorei da rouquidão graças a pastilhas caríssimas para meu orçamento e um xarope super amargo. Agora é minha cabeça que dói! Credo!

André, uma Foca em minha Casa. Dicas para os focas recém saídos da Faculdade.

André, uma Foca em minha Casa (Andre, EUA, 1994) é um daqueles filmes legais que a gente assiste sem maiores pretensões na Sessão da Tarde. A história como o nome já diz, gira em torno da amizade entre um bebê foca e uma menininha, interpretada por Tina Majorino (Tina Marie Majorino-San Diego, Califórnia, 7 de fevereiro de 1985), outra atriz esquecida após ficar crescidinha. Não assisto este filme há bastante tempo, mas digo que vale a pena, pois é leve, divertido e sem efeitos colaterais.
E por falar em focas, até me esqueço que agora sou uma. É assim que chamam os jornalistas recém formados. Não sei o motivo, preciso pesquisar. Ontem enviei um Email para Cinthya Oliveira do Jornal Hoje em Dia pedindo umas dicas. Ela foi super simpática me deu ótimas dicas para conseguir o tão sonhado lugar ao sol no mundo do Jornalismo. Vamos a elas:
Faça um Portifólio- Se você não tiver trabalhado na área, coloque matérias feitas para a faculdade ou reescreva matérias de jornais ( essa dica entre parêntese é minha, rs)
Seja cara de pau, distribua seus currículos em todos os jornais, revistas, assessorias de imprensa.Procure pelos secretários de redação- Faça cursos ( difícil é conseguir a grana)- Se possível pós graduação e inglês ( a jornalista me disse que são poucos os colegas que possuem uma segunda língua.
Tudo isso parece óbvio, mas se você for pensar, já é um começo para quem está mais para peixe fora d’água do que foca.

Terror sem Limites: A Polêmica da Censura e a minha voz rouca.

Terror sem Limites ( Serbian Film, Sérvia, 2011) vem aparecendo na mídia em função da polêmica da censura imposta a ele no Festival De Cinema Fantástico ( RioFan) no Rio de Janeiro.Ainda não assisti, mas sei que algumas cenas deixaram os mais conservadores de cabelo em pé. O processo foi movido pelo Partido Democratas ( DEM). A história é a seguinte: ex ator pornô é convidado para realizar um filme misterioso. As cenas incluem: um parto em que o bebê é violentado ( é usado um robô no lugar da criança). Em outro momento, o protagonista teria relações com o próprio filho.
Não quero entrar em detalhes , até mesmo porquê eu não assisti. Mas penso que o público tem o direito de assistir e tirar suas próprias conclusões.
Querem calar a voz de Terror sem Limites. E a minha voz está calada desde domingo. Estou completamente rouca!! Um horror não poder falar.

Assalto ao Banco Central. Bilheteria insana

Assalto ao Banco Central( Idem,Brasil,2011) foi o filme que eu assisti hoje no cinema juntinho do meu namorado comendo uma pipoquinha com refri.
Sobre o filme? Até que achei legalzinho. Principalmente devido ao fato de ser brasileiro. E eu sinceramente, digam o que quiserem, não gosto muito de filmes made in Brasil. A história é baseada em um assalto de verdade ocorrido em 2005, quando levaram sem fazer muita força, R$ 164 milhões do BC. Como fizeram isso? Sinceramente queria saber. Não para imitar, é claro.
O mais interessante no filme porém é que de ação ele não tem muita coisa. Está muito mais para comédia. E aí dá-lhe os palavrões tão presentes em produções brasileiras. Um pouco de preconceito contra pastores evangélicos, que são sempre mostrados como ladrões. E claro, a figura do gay engraçado. Aliás, esse papel fica a cargo de Vinícius de Oliveira (Vinícius Campo de Oliveira (Rio de Janeiro, 7 de junho de 1985), aquele de Central do Brasil. O diretor Marcos Paulo se encarregou de colocar a mulher dele no filme, fazendo o papel da namorada da policial. Ah, e tem claro cenas de sexo gratuitas que não podiam faltar a um filme brasileiro. Mas não é dos piores não…
Meu namorado teve que pagar entrada inteira para mim. A funcionária da bilheteria que havia acabado de tomar um esporro por ter deixado uma mulher pagar meia entrada sem apresentar carteirinha ( será sua amiga?), viu que minha carteira da PUC já estava vencida! Tinha que bancar a funcionária do mês logo na minha vez?
E assalto é cobrar R$ 9,00 por uma pipoca sem gosto e dois refrigerantizinhos!!!

Orgulho e Preconceito… os meus, os seus, os nossos

Ontem assisti ao filme Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice, EUA, 2005) aproveitando os últimos dias de Telecine gratuitos. Como essas TV’s por assinaturas são más! Se bem que este filme eu tenho em DVD. Gosto muito da história das irmãs Bennet, lideradas por Elizabeth, interpretada pela atriz Keira Knightley (Keira Christina Knightley- 26 de março de 1985). A personagem tenta impor suas opiniões em uma época em que tudo que as famílias queriam era casar suas filhas com homens ricos de famílias tradicionais. Mas no fim, tudo se resume a encontrar o amor. Isto acontece quando Lizzi se apaixona perdidamente pelo senhor Darcy, interpretado por Matthew Macfadyen ( David Matthew Macfadyen- Great Yarmouth, Norfolk, 17 de outubro de 1974) de quem inicialmente nutria uma grande antipatia. O roteiro lhe parece familiar?

Fico pensando que a sociedade não mudou muito. Ainda somos rodeados de orgulho e preconceito. Todos somos assim. De uma maneira ou de outra. Somos muitas Maria Efigênias espalhadas por aí. Infelizmente.

Resposta do Emmanuel a Maria Efigênia

O leitor do Jornal Hoje em Dia Emmanuel Lima, de Pirapora, Minas Gerais, respondeu ás críticas aos pobres da senhora Maria Efigênia de forma bem interessante. Repasso a vocês na íntegra as palavras do Emmanuel( grafado assim mesmo com dois M).

” Uma leitora reclamou do comportamento de determinadas pessoas durante o show de Zizi Possi. Existem sim pessoas que vão a shows e querem aparecer mais do que o artista. Mas pensar que isto é coisas de ” pobre”, como insinua a leitora, apenas reforça a tese de que a ” elite”- ou os que pensam que dela fazem parte são realmente os soberbos, arrogantes e preconceituosos. Vim de uma família simples, mas que sempre me propiciou o acesso á boa música e á boa literatura, além de me ensinar os princípios básicos da educação e de respeitos necessários ao convívio social. Talvez a leitora tenha se esquecido de que quem ateou fogo no índio Pataxó em Brasília, assim como os que espancaram uma doméstica que estava em um ponto de ônibus no Rio de Janeiro e a estudante de Direito que pediu que matassem um nordestino por dia, são todos oriundos de famílias de classe média alta. Boçais existem em todas as classes. E há não há boçalidade maior do que o preconceito”.

Emmanuel Lima, Pirapora, MG

Emmanuel, não conheço você, mas faça das suas, as minhas palavras!

E abaixo, a boçal estudante de Direito que quer matar os nordestinos. Será que é por isso que a OAB está reprovando vocês?

As asneiras da dona Maria Efigênia

Seguem então na íntegra as besteiras ditas por dona Maria Efigênia e não Eugênia, moradora do bairro Sion, em BH sobre a presença de pessoas ditas por ela de classe inferior ao show da Zizi Possi no Palácio das Artes:
” Ontem, quarta, 20/07 fui ao show no Palácio das Artes ver Zizi Possi e a Orquestra Sinfônica de MG. Muito bonito tudo, a casa estava lotada.
Mas infelizmente continuamos assistindo as mais variadas boçalidades de um povo que não tem cultura, educação nem respeito para com os artistas. Piadinhas de mau gosto, frases de efeito, banalidades de toda ordem, perturbando o espetáculo.
São coisas de uma classe social que não está acostumada a frequentar teatros, casas de shows e acabam tornando o momento de bela música e poesia em fatos popularescos. Estes estão muito mais para shows de axé, pagode, rap. Deviam estar lá. Não são merecedores de arte verdadeira.
Aconselho ao Palácio das Artes ser mais firme, colocando preços maiores, para afugentar estes péssimos mineiros. O que levará a Zizi Possi de nossa cidade? e a maravilhosa Orquestra Sinfônica, com seus artistas, assistindo a este crime?”
Maria Efigênia S. Cabral
Sion, BH

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ( a risada fica por minha conta).

Titanic e Dona Maria Efigênia

Titanic (Titanic, EUA, 1997) não ia entrar aqui nos meus posts. Acredito que este filme faça a linha ame-o ou deixe-o. Eu sinceramente não amo, mas também não odeio. Quando este filme foi lançado eu tinha 15 anos e ainda acredita em amor a primeira vista e blá, blá, blá. Mas o fato é que a história dos pombinhos Jack e Rose, vividos por Leonardo de Caprio ( Leonardo Wilhelm DiCaprio (Los Angeles, 11 de novembro de 1974, ídolo da minha geração) e Kate Winslet (Kate Elizabeth Winslet -Reading, 5 de outubro de 1975) entrou para a história do cinema.
O que me fez escrever este post hoje, quando não pretendia escrever mais nada, foi o comentário que uma senhora fez na Sessão Opinião do Jornal Hoje em Dia. As palavras da Dona Maria Efigênia me lembraram o povo preconceituoso que ainda acreditava na divisão de classes a bordo Titanic. Boa parte deste povo morreu afogado com os bolsos cheios de dinheiro. Para entenderem melhor, vou postar o comentário da senhora na integra e vocês tirem as sua conclusões.

%d blogueiros gostam disto: